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“O filme ambientalista que as organizações ambientalistas não querem que você veja”

Editado em 01/10/2015 às 12h48, com informação útil para assinantes do Netflix

O documentário Cowspiracy: o segredo da sustentabilidade (2014) é revolucionário ao fazer aquilo que a maioria das ONGs ambientalistas nacionais (estadunidenses e brasileiras) e globais se recusam a fazer: mostrar a pecuária e a pesca como os piores vetores de destruição e degradação do meio ambiente dentre todas as atividades humanas. E também procura mostrar por que as organizações que supostamente defendem o meio ambiente se fazem de ignorantes – com direito a uma diretora de uma das ONGs dando uma de Beavis e Butt-head ao ser perguntada sobre o impacto ambiental das flatulências dos bovinos – quando o assunto é trazido à tona pelo produtor do documentário.

É ingênuo crer que os representantes das ONGs realmente desconhecem o problema e dão reações sinceras quando são perguntados sobre, por exemplo, o impacto ambiental da pecuária bovina na devastação da Amazônia. Fica evidente, em uma das cenas, que há suborno por parte do lobby pecuarista e talvez da indústria lacto-frigorífica, assim como ameaças, para que as entidades permaneçam caladas e não denunciem a exploração animal como atividade de severo impacto ambiental. Isso mina seriamente a confiabilidade dessas organizações, que passam a ser vistas como parciais (no sentido de não querer abordar todas as atividades humanas destrutivas para o meio ambiente), seletivas, conservadoras (no sentido político) e quase literalmente compradas.

O documentário, além de denunciar essa omissão, faz ele mesmo o trabalho que as ONGs não fazem: escancarar os mais diversos detalhes de como a pecuária e a pesca têm um impacto ambiental tão pesado e provar que a pecuária orgânica e “sustentável” não é ambientalmente sustentável de verdade a ponto de poder alimentar toda a população humana global. Desmonta uma a uma as supostas opções de consumo “ético” e “sustentável” ou reduzido de alimentos de origem animal, e chega à conclusão de que só há um jeito de ter um consumo alimentar livre dessa pesada pegada ecológica: aderir ao veganismo, começando pelo vegetarianismo (estrito).

Vale a pena assistir ao Cowspiracy, que sabe como poucos usar a defesa do meio ambiente como maneira de defender o veganismo como inevitável em termos de consumo ambientalmente sustentável. Se você ainda consome produtos animais ou já não os consome mais, assista logo abaixo ao documentário legendado (obs.: há várias palavras que acabaram não sendo traduzidas do português de Portugal para o português brasileiro), ou clicando nos links acima de cada parte do vídeo:

Parte 1:

Parte 2:

Assinantes do Netflix também podem assistir ao documentário nesse sistema, com o diferencial de que as legendas estão com melhor qualidade e há conteúdo adicional, com ainda mais fatos e informações do que o que foi originalmente lançado. Se você assina o serviço, é recomendável que você avalie positivamente o documentário, de modo que ele continue sendo exibido via Netflix e tenha mais chances de vitória em festivais de cinema.

5 comments

  1. Um erro grave foi dizer que as florestas tropicais são essencialmente o pulmão do planeta, quanto que na verdade, são os oceanos que produzem o grosso de oxigênio no planeta. Isso não é um detalhe. Tirando isso o documentário é ótimo. Mas, existe muita falácia sobre o aquecimento global e ainda não formulei minha opinião sobre isso, já que nosso planeta está passando por mudanças as quais já passará outras vezes em sua história, como Eras do gelo. Se a ciência oficial consegue esconder que a Terra é oca, eles podem muito bem divulgar número errados sobre qualquer dado. Esse documentário toca num tema que é uma das peças do quebra-cabeças das conspirações; assim como os temas indústria farmacêutica, indústria alimentícia (com seus aditivos, conservantes, e tudo mais), o dinheiro e a economia monetária e a religião. Todos elementos profundamente enraizados e intocáveis da civilização humana e que são vitais para o domínio sobre os humanos.

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