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Para vegans e pessoas em transição que estudam em cursos técnicos ou universitários que, de uma forma ou outra, envolvem produção alimentícia, pode haver uma infelicidade. É uma eventual visita técnica (ou excursão) a uma indústria de laticínios, a um frigorífico, a uma colônia de pesca, a uma granja industrial etc., sucedida por um relatório, trabalho ou prova cujo enfoque são os aspectos técnicos da produção e/ou distribuição comercial de alimentos de origem animal.

Nesses casos, é exigido da pessoa que fale dessa produção sem que haja espaço para críticas e discordâncias. Por exemplo, terá que falar sobre as etapas de manejo da carne bovina após o abate dos animais, ou sobre os processos industriais de produção de queijo de cabra, ou sobre a distribuição dos peixes pescados em certa região litorânea no mercado da região metropolitana de sua cidade, entre outras possibilidades.

Em casos assim, a expressão que vem à tona é “objeção de consciência”. É um direito constitucional de a pessoa se eximir de fazer aquilo que a ética (caso do veganismo) ou a religião do indivíduo exige que não se faça.

Assim sendo, o estudante que se recusa a visitar lugares tão inconvenientes e fazer atividades acríticas sobre eles pode – ou melhor, deve – fazer uma objeção de consciência, de modo que possa fazer alguma atividade alternativa que compense a avaliação que seria feita em cima da indesejável visita. Essa página do site 1Rnet, especialista na oposição à exploração animal em centros de ensino e pesquisa, também serve, em sua maior parte, para quem quer fazer essa objeção.

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