Veganismo, go vegan

O veganismo beneficia maravilhosamente tanto os animais quanto você que provavelmente o pratica(rá).

Mas por outro lado, ele tem alguns limites e exceções que nenhum vegano pode contestar.

Nesse contexto, trago para você dez informações importantes sobre o modo de vida vegano, seus benefícios e seus limites.

Conheça-as, e tenha mais pé no chão e consciência ao praticar esse maravilhoso modo de viver.

Alguns fatos que você precisa saber sobre o veganismo

  1. O veganismo não é adotado para se obter benefícios pessoais. Mas eles existem! Por exemplo, quando a pessoa adota uma dieta vegetariana (que é parte integrante desse modo de vida) bem planejada e saudável, sua saúde, sua disposição física e mental, seu humor, seu otimismo em relação a mudar o mundo etc. melhoram muito;
  2. Conscientizar-se e abraçar o veganismo pode trazer um forte contraste de sentimentos sobre a realidade do mundo. Por um lado, percebemos o quanto ele é ainda mais cruel do que pensávamos, já que passamos a enxergar as violências da exploração animal contra os animais e o meio ambiente como nunca havíamos notado antes. E isso pode nos deixar mal de vez em quando. Mas por outro, vemos essa problemática com o otimismo de quem sabe que está contribuindo ativamente para essa crueldade acabar algum dia, provavelmente ainda no nosso tempo de vida;
  3. Infelizmente alguns veganos podem ser tão antiéticos quanto antiveganos assumidos. Afinal, existem muitos veganos promovendo discursos preconceituosos – entre eles machismo, racismo, xenofobia, misantropia e intolerância contra pessoas que reproduzem especismo. Só é realmente mais ético do que os não veganos em geral aquele vegano que, além de respeitar os animais não humanos em seu modo de vida, preza por respeitar os seres humanos e é diplomático e tolerante com quem ainda não aderiu ao veganismo ou ao vegetarianismo;
  4. A pessoa que quer aderir ao veganismo precisa estar pronta para se defender e combater dois preconceitos a mais que ainda nunca tinha sofrido antes – o antiveganismo (oposição e antipatia pelo veganismo e pelos veganos) e a vegafobia (ódio e intolerância a veganos e vegetarianos);
  5. Ao contrário do que alguns iniciantes acreditam, veganos não podem boicotar medicamentos nem vacinas, mesmo respectivamente sendo testados em animais e atualmente feitos à base de ovos de galinha. Os princípios do boicote vegano consideram que situações de proteção ou salvação da vida e combate ao sofrimento não podem ser evitadas. Além disso, a oposição ao uso de animais em pesquisas e ao de ovos no desenvolvimento de vacinas é promovida por outros meios, como protestos, debates e pesquisas de novos métodos de testar medicamentos ou produzir vacinas;
  6. Não existem pessoas 100% veganas. Afinal, não se pode boicotar remédios e vacinas, como foi falado acima; pneus de carros, ônibus e bicicletas podem conter ácido esteárico de origem animal, e não podemos boicotar meios de transporte; combustíveis são testados em animais, e também não podemos deixar de usá-los; e grande parte da produção de energia elétrica circunstancialmente mata animais, esmagando-os em turbinas de hidrelétricas, queimando-os sobre painéis solares; intoxicando-os com fumaça de termelétricas etc., e não podemos abdicar de consumir eletricidade;
  7. É por causa das curiosidades nºs 5 e 6 que a Vegan Society estabelece que o modo de vida vegano é vivido na medida do possível e praticável. Ou seja, é aberto a exceções e atua dentro dos limites que o consumo vegano pode alcançar;
  8. Só ser vegano, no sentido de praticante desse modo de vida, não é o bastante para se ter uma postura realmente enfrentadora da exploração animal. O indivíduo também poderá precisar, se puder, promover algum tipo de ativismo, como ter um blog, participar de intervenções de conscientização na rua, compartilhar bom conteúdo vegano-animalista na internet, organizar e/ou dar palestras sobre Direitos Animais, escrever um ou mais livros sobre o tema, entre outros. Praticar o veganismo enquanto maneira de viver é só o mínimo a se fazer, e só se justifica estar limitado a fazer esse mínimo quando, por motivos diversos, não se tem condições de promover ativismo animalista;
  9. Algo que garante que o veganismo continuará forte e imbatível para sempre é que não existem argumentos antiveganos livres de falácias, conforme você pode conferir no Guia organizado de falácias antiveganas;
  10. Apesar de conter diversas limitações e muitos de seus adeptos terem comportamentos moralmente contraditórios, o veganismo é sim fundamental para que os animais não humanos sejam libertados das atividades especistas promovidas pelos seres humanos. Afinal, trabalha com dois dos elementos mais básicos da exploração animal – o consumo de produtos e ingredientes de origem animal e o financiamento de empresas que promovem crueldades contra os animais (como testes de produtos em cobaias e patrocínio de entretenimentos violentos como rodeios e rinhas).

Conclusão

Conhecendo essas dez informações de elevada importância sobre o veganismo, você estará ainda mais apto a ter e manter um modo de vida ético, consciente, politizado e engajado, para além de um mero hábito de consumo.

Portanto, se você já é vegano ou está em transição, leia o máximo que puder sobre esse modo de vida.

Assim você terá cada vez mais condições de influenciar mudanças decisivas no mundo, em se tratando de ajudar a libertar os animais.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

*
*