se-diz-vegan-mas

Atualizado em 25/02/2014

Nada é mais esquisito e constrangedor do que pessoas defenderem uma ou mais causas de minorias políticas mas ao mesmo tempo negligenciarem, ou mesmo se oporem ativamente a, outras também referentes a categorias oprimidas, como é o caso de negros heterossexistas ou gays com preconceito de classe. Nesse contrassenso lógico, estão incluídos os vegetarianos e veganos reacionários, assumidamente conservadores ou mesmo regressistas para causas humanas.

Vários comportamentos reacionários de veg(etari)anos conservadores foram flagrados por mim ao longo dos últimos dois anos no meu mural do Facebook. Uns defendem que o golpe militar de 1964 foi “necessário” para “evitar uma ditadura de esquerda”. Outros curtem e compartilham conteúdo de páginas homofóbicas, misóginas e/ou de extrema-direita. Alguns outros dizem com todas as palavras que são contra o feminismo.

Outros defendem leis para proteger os animais ao mesmo tempo em que pregam o anarcocapitalismo e são contra qualquer cultura de solidariedade e cooperação humana. Há também aqueles que querem o reconhecimento dos Direitos Animais mas defendem “Direitos Humanos só para ‘humanos direitos’” – negando a possibilidade de criminosos, mesmo não hediondos, se arrependerem e mudarem – e o uso da pura força bruta policial para tratar problemas de cunho social e de saúde pública.

E já tive também o desprazer de conversar, antes da popularização do Facebook no Brasil, com um vegetariano homofóbico que odiava a esquerda, negava o Holocausto nazista e dizia que o nazi-fascismo tinha pontos positivos.

São pessoas que dizem defender a libertação animal mas, ao mesmo tempo, negam qualquer interesse em promover a libertação humana. Para eles, explorar animais é um absurdo, mas submeter seres humanos à exploração, negar-lhes direitos e tratá-los como seres degenerados é alright.

É da mesma linha daqueles que querem a abolição da escravidão animal mas não se importam em comprar camisas de marcas que exploram trabalho infantil e/ou semiescravo em países asiáticos. E daqueles homens que vendem lanches veganos e falam de vegetarianismo ao seu próximo mas tratam com violência e autoritarismo, do alto de seu machismo, suas namoradas e esposas. E das ONGs que “defendem animais” reforçando relações de opressão sexista ao tratarem mulheres como objetos sexuais. E dos misantropos que juram que a “solução” para libertar os animais é extinguir a espécie humana.

Me pergunto: que coerência existe em defender os animais mas alienar-se da defesa dos seres humanos, que também são animais – e às vezes ir ainda mais baixo, opondo-se explicitamente àquelas(es) que lutam todos os dias pela libertação humana? Que sentido há na expressão “Libertação Animal” quando ela é usada por quem exclui moralmente os seres humanos e comete um especismo reverso, uma hierarquização de sujeitos de direito que, de qualquer forma, é errada e atenta contra os próprios princípios igualitários dos Direitos Animais?

Veg(etari)anos reaças me tentam a acreditar que o que os faz declarar respeito aos animais não é a Ética, a consideração moral legítima, a alteridade, a  empatia, mas sim a efêmera pena dos animais, a sensibilidade emocional pessoal que é mais forte ao ver animais sendo maltratados do que ao flagrar humanos sendo torturados e/ou postos em situação de miséria.

Ao mesmo tempo que criticam quem defende os Direitos Humanos mas desdenha dos Direitos Animais, colocam os DA como se fossem superiores aos DH, ao negligenciarem estes últimos através de posições contrárias, por exemplo, ao (trans)feminismo e à emancipação dos trabalhadores e de outras minorias através da militância política de esquerda.

É necessário, depois de descrever a posição contraditória dos veg(etari)anos conservadores, reiterar uma verdade que lhes é inconveniente: os Direitos Animais são uma causa de esquerda. Têm muitos elementos pertinentes à esquerda política libertária, seja ela liberal social, comunista (não confundir o comunismo, que nunca existiu de verdade nas sociedades modernas, com o socialismo autoritário do século 20!) ou anarquista, como a defesa de direitos fundamentais, o questionamento e luta pela mudança do status quo, o combate a hierarquias de consideração moral e de poder, o ideal da igualdade entre sujeitos de direito, a alteridade e empatia como princípios éticos e a regência da sociedade pelos princípios, dentre eles a Ética e a solidariedade, em detrimento dos meros interesses.

Ser libertário(?) para com os animais não humanos e ao mesmo tempo conservador para com os humanos é um contrassenso sob vários motivos. Primeiro, os Direitos Animais defendem a igualdade moral entre animais humanos e não humanos, e não a superiorização dos últimos em termos de consideração moral e merecimento de compaixão como os veg(etari)anos reacionários parecem pregar na prática.

Segundo, os seres humanos também são animais, compartilham com outras espécies os mesmos interesses inerentes à sua condição de animais, como pela vida, pela integridade física e psicológica e pela liberdade, portanto sua libertação de sistemas de exploração, de hierarquia moral e de relações opressoras de poder também é intrínseca à causa da Libertação Animal.

E terceiro, o discurso que tenta justificar o conservadorismo dessa categoria de veg(etari)anos é o mesmo que, mudando apenas alguns elementos, é usado para legitimar a exploração animal – as hierarquias morais, a naturalização de relações desiguais de poder, o tratamento das diferenças como justificadoras de desigualdades, a negação da possibilidade de mudar radicalmente o status quo, o preconceito contra o diferente, entre tantos outros. Assim sendo, a (falta de) lógica de um veg(etari)ano conservador é a mesma de um especista que se diz de esquerda.

Por isso, convém aos veg(etari)anos conservadores refletir: será que realmente desejam a libertação animal? Ou simplesmente têm pena dos animais explorados pelos humanos? Seu respeito aos animais tem mesmo fundamentação racional, baseada na Ética, na Filosofia e na Biologia, ou é simplesmente emocional, questão de não querer mais ver animais sofrendo? Qual é a lógica de ser ao mesmo tempo a favor dos Direitos Animais e contra a luta, por exemplo, pelos direitos dos LGBT e pela libertação feminina? Por que é coerente pensar igual aos especistas, defendendo exploração e agressão para uns e liberdade e integridade para outros? O que é mais coerente, estender seu anseio de libertação aos seres humanos ou seu conservadorismo para os outros animais?

Enfim, por que ser um veg(etari)ano conservador? Por que defender libertação para uns e opressão para outros? – esta última pergunta, aliás, também deve ser tema de reflexão para aqueles que se dizem de esquerda para causas humanas mas não dão a mínima para a escravidão animal.

46 comments

  1. Gostei muito do post. Fico muito preocupada quando vejo veganos reacionários, pois como você falou, não são pessoas movida por uma real compaixão (que difere em muito de PENA) e nem por um sentimento de libertação. São veganos, quiçá, para aplacar um pouco da culpe de sua existência tão mesquinha…

  2. Excelente o texto! Desconfio que essas pessoas conservadoras nunca leram um texto sobre o veganismo ou ética! A “modinha” que o veg e o DA gerou chamou pessoas que pela total falta de empatia humana, viu nos animais não humanos uma ótima brecha que vomitar seus preconceitos elitistas.

  3. Robson, engraçado que este seu texto parece que já sabia o debate “fervoroso” que a tal faixa iria desencadear. Foi feito sob encomenda? rs
    Parabéns pela consciência e discernimento.
    Você me ajuda muito nessa questão!!
    Obrigada!

  4. corrigindo o post anterior, e se alguém puder, pode apagar porque é invalido, uma destas pessoas ocultas (nazistas, fascistas) se atravessou em meu post anterior e ocultou palavras, os mesmos que critiquei ontem a noite, 27/28 de maio, mas, faz anos que me perseguessem desta forma fascista, querem se apropriar de tudo o que temos e limitar nossas chances, até que não nos reste nem nada, já fomos espancadas e torturadas pela policia como reflexo destes comportamentos desreipeitosos, eu e minha filha, menor de idade, quando fazia dois anos que não comia carne nem bebia alcool e nenhuma outra droga, além de tabaco organico, também meditava bastante:

    Ontem a noite, estava criticando o mesmo assunto, e meu gato, o HELP ALPINO PASCOAL PINHO BEABÁ, chorou! vertia lágrimas aos meus pés, enquanto escrevia. Pela primeira vez na vida, vi gat@ chorar!

    saudações aos que tem nomes e cara.

  5. correção : HELP ALPINO PASCOAL > o mimoso, vulgo < PINHO BEABÁ.

    estas pessoas já se apoderaram de nossas contas virtuais e adulteram tudo, como se não fossemos seres humanos, e sim, maquinas a serviço deles. é crime, e por necessidade, pela falat de segurança e proteção desta patria, e também planeta, lutarei contra estes personagens até o fim.

    1. Oi, Fernanda. Esses caracteres são pra inserção de tags html. Por exemplo, colocando “menor-que”B”maior-que”, vc deixa um texto em negrito, colocando no final da mensagem em negrito “menor-que”/b”maior-que”.

    1. Putz… pelo visto deu bug o WordPress, porque um troll postou um comentário racista com esse mesmo IP, embora com outro nome. Ao bloquear esse IP, apagou seus comentários sem meu consentimento.

  6. o que você faz nesse textinho é simplesmente colocar a esquerda como a grande representante do belo e do justo, e pegar TUDO que não se enquadra nela e tachar de feio, opressor e explorador. do tipo colocar capitalistas liberais, conservadores e nazistas no mesmo barco. é intelectualmente patético e desonesto.
    e NÃO, direitos animais NÃO é uma causa de esquerda. isso aí é puxar sardinha pro seu lado, tentando reunir as coisas que você defende e alegar uma relação necessária entre elas, que obviamente é falsa.
    eu sou livre-mercadista e defendo os direitos animais, e não há nada de incoerente nisso. da mesma forma que não há incoerência entre esquerdismo e direitos animais. eu poderia ficar aqui traçando paralelos entre os direitos animais e a ética individualista do liberalismo, e com isso tentar desqualificar os esquerdistas veganos, mas não vou fazer isso, porque é ridículo e desonesto. mas é a sua onda, né robson?

  7. Me espanta a surpresa de vegans acharem que é incompatível o veganismo com a extrema direita. Os movimentos vegetarianos surgiram no seio da extrema direita americana e europeia no ocidente. Ser vegetariano no inicio do século XX era ser ligado a grupos ocultistas e eugenistas. Não é de se espantar que pessoas que são de extrema direita hoje em dia, tenham adotado a veganismo.

    Novidade mesmo é o veganismo de esquerda que vem na esteira do new age.

    1. Conte-me mais como um movimento de extrema direita se opõe a formas de opressão e defende uma cultura de paz e o fim da hierarquia moral entre humanos e não humanos.

      1. Ele era vegetariano pela saúde! Mas se for pesquisar mais sobre o assunto, saberá que ele adorava uma carninha e sempre escapava pra comer quando podia. Ele nunca foi vegetariano por ética. Até porque, ele desconhecia essa palavra.

      2. Só para sua elucidação sobre a demonstração da ignorância dos fatos, vou deixar aqui pra você uma citação de Hitler:

        “Nós somos socialistas, nós somos inimigos do atual sistema econômico capitalista para a exploração dos economicamente fracos, com seus salários injustos, com sua indecorosa avaliação do ser humano de acordo com a riqueza e a propriedade em vez de sua responsabilidade e desempenho, e nós estamos todos determinados a destruir esse sistema sob todas as condições.” Adolf Hitler (discurso de Primeiro de Maio de 1927, citado por Toland, 1976)

  8. Gostei dos seus questionamentos e gostaria de saber quais as suas soluções pessoais rs!

    Recentemente me tornei vegano de verdade que não rouba leite da vaca, rouba ovo da galinha ou ainda acha que peixe não é animal.

    Só me alimento de frutas, verduras e legumes!

    Com essa mudança veio muita energia e claridade mental, todas doenças e excesso de peso sumiram com o corte de leite (e derivados) e carne da minha dieta, cresceu a consciência sobre o enorme problema desse estilo de vida de dieta carnívora (escravizar, assassinar, torturar e estuprar animais).

    Somos seres sociais e “políticos” (infelizmente!) mas acredito que o assunto é mais simples, não tem a ver com política (dualidade) mas sim com o fato que todos os animais nasceram com o direito de serem livres, por mais que as leis e religiões humanas doutrinam a séculos subjulgar animais (inclusive o homem!) não é da nossa natureza fazê-lo!

    Abs!

  9. Se vc não suplementar com B12 vai ter problemas de saúde. E se suplementar terá problemas éticos, pq vitamina B12 é só de origem animal e a da farmácia vem de animal tb.

  10. ”- URSS, 20 milhões de mortos
    – China, 65 milhões de mortos
    – Vietnã, 1 milhão de mortos
    – Coreia do Norte 2 milhões de mortos
    – Camboja, 2 milhões de mortos
    – Leste Europeu, 1 milhão de mortos
    – América Latina, 150.000 mortos
    – África, 1,7 milhão de mortos
    – Afeganistão, 1,5 milhão de mortos
    – Movimento comunista internacional e partidos comunistas fora do poder, uma dezena de milhões de mortos.

    O total se aproxima da faixa dos cem milhões de mortos. ”

    E continuam matando!

    Fonte: O Livro Negro do Comunismo.

    Tem certeza que isso tem algo a ver com veganismo????

    1. Quem falou aqui no socialismo autoritário histórico (que não deve ser confundido com o comunismo, que sequer foi posto em prática)? E qual foi a parte de “libertação humana” que você não leu?

  11. E a esquerda se preocupa mesmo com o veganismo? Se quer sabem sobre o veganismo? Ou direito dos animais? A maioria esmagadora dos esquerdistas, feministas, contra a homofobia, anti racista (até o Mandela que me parece que caçava foi defendido por veganos de esquerda) que conheço são frequentadores assíduos de churrascos, já vi muitos debocharem e fazerem piadinhas quando ouvem sobre vegetarianismo ético.
    Há sim uma relação de libertação, mas ela não pode ser exigida dentro do veganismo.

  12. Olá! Gostei muito do artigo. Percebo sempre essa “incoerência” por parte de muitxs veganxs. Isso me entristece bastante, por vezes me sinto perdida dentro do veganisno. Mas enfim, gostaria que me esclarecesse duas dúvidas ser possível:
    1) Logo no inicio do texto você relaciona a incoerência de ser veganx e ser machista, com a incoerência de ser negro e homofóbico. Sim, até aqui eu compreendi. Mas eu não entendi a incoerência de ser LGBTT e ser classista. Visto que, para mim, classista é um termo que designa uma concepção de mundo que compreende que a sociedade é dividida em classes (exploradores e explorados/burguesia e trabalhadores) e vê também a luta constante dessas classes.
    2)Ao longo do texto você aborda as ideologias e movimentos que levam a pauta dos direitos humanos e tal. Como o socialismo e o anarquismo. Mas é citado que não se trata do socialismo no século XX que foi autoritário e cometeu as atrocidades que conhecemos. No entanto, diante da historiografia, percebemos que a união soviética permaneceu como estado operário legítimo desde a revolução de outubro de 1917, até a ascensão de Stalin. Então, acredito que não é prudente colocar a revolução como um todo dentro desse “bojo” autoritário. Compreende?

    É isso… são só algumas inquietações.
    Ademais, o texto está muito bom mesmo.
    E bora lutar! o/ Inté.

    1. Olá, Jéssica, obrigado pela apreciação =)
      Respondendo:

      1. “Classista” aqui significa elitista, com preconceito de classe contra pessoas pobres. Mas vi recentemente um contato meu questionado o uso da palavra “classismo” mesmo, vou inclusive editar o texto substituindo-a.
      2. Não entendi bem essa segunda colocação. Mas se o regime político soviético entre 1917 e 1924 não era autoritário como o a URSS de Stálin e outros países que adotaram o socialismo histórico, fica implícito que foi excluído dessa categoria de regimes autoritários, tal como a Venezuela de Chávez e Maduro e a Bolívia de Evo Morales.

      bjos!

  13. Na verdade os direitistas são apenas contra bandeiras, não são contra gays, contra a igualdade entre homens e mulheres e nem contra os animais. Apenas são contra as bandeiras, porque quando você entra em um desses grupos, passa a ter que agir e concordar com tudo que eles querem. E na teoria, existe a busca da igualdade, na prática há sempre a defesa de um sobre outro. Também há ainda a questão de querer que todos pensem como eles. Defendemos o direito a diversidade e não a busca de um mundo perfeito idealizado segundo o que os esquerdistas acham ser um mundo ideal. A questão é apenas essa. Sou vegetariana e me identifico mais com os ideais direitistas, pois se um direitista não come carne, ele não fica querendo que o mundo todo não coma e é assim com tudo. Somos contra esse “espírito de manada” que está tomando conta dos seres humanos. Simples assim.

  14. Ou não comer carne passou a ser direito apenas dos esquerdistas? É o que eu falo, se você se rotula de algo precisa agir e pensar de acordo com o que aquele grupo pensa, ditam como voce deve pensar e agir. Isso é liberdade? Libertam o animal e aprisionam o homem?

  15. Eu não concordo em nada com o texto. Primeiro, por que de cara ele já exclui um grupo de pessoas. Pessoas conservadoras ou de direita não poderiam ser veganas, segundo ele. Já começa contra a causa. Segundo, ele coloca na esquerda todo bem e toda verdade, ignorando ou fingindo ignorar por exemplo, que a situação dos cães da China hoje provém, em grande parte das políticas anti-animais praticadas pela esquerda no mundo todo. Terceiro, ele se acha no direito de legislar sobre o veganismo, todos tem que justificar seu veganismo ou não serão aceitos entre a “classe”. Há para ele veganismo justo ou injusto, quando sabemos que existem milhares de motivos para uma pessoa ser vegana. Como existem milhares de níveis de consciência. E o texto se torna especista, ao pretender colocar ao animal humano a forma correta de produzir a libertação animal. Pura ideologia.

    1. “Primeiro, por que de cara ele já exclui um grupo de pessoas. Pessoas conservadoras ou de direita não poderiam ser veganas, segundo ele.”
      Sobre a dúvida de o veganismo ser “interditado” a gente de direita:
      http://veganagente.consciencia.blog.br/o-veganismo-e-exclusivo-para-gente-de-esquerda-e-interditado-para-gente-de-direita/

      “Segundo, ele coloca na esquerda todo bem e toda verdade, ignorando ou fingindo ignorar por exemplo, que a situação dos cães da China hoje provém, em grande parte das políticas anti-animais praticadas pela esquerda no mundo todo.”
      1. Gostaria de saber onde no texto está-se “colocando na esquerda todo bem e toda verdade”.
      2. Políticas “antianimais” (ou seja, especistas) são exclusividade da esquerda?
      3. O que impede de surgir uma esquerda vegana ou aliada do veganismo no mundo?

      “Terceiro, ele se acha no direito de legislar sobre o veganismo, todos tem que justificar seu veganismo ou não serão aceitos entre a “classe”.”
      O artigo linkado mais acima também responde a isso.

      “Há para ele veganismo justo ou injusto, quando sabemos que existem milhares de motivos para uma pessoa ser vegana.”
      O motivo em comum entre esses “milhares de motivos” é o mesmo: ética. Gostaria que vc me dissesse onde há ética em uma pessoa que se diz vegana mas dirige a muitos seres humanos uma consideração moral não tão diferente da dedicada pelos especistas aos animais não humanos.

      “Como existem milhares de níveis de consciência.”
      Nesse caso, vc admitiria como “ok” defensores dos Direitos Humanos e de movimentos emancipatórios continuarem sendo especistas?

      “E o texto se torna especista, ao pretender colocar ao animal humano a forma correta de produzir a libertação animal. Pura ideologia.”
      Não entendi essa frase.

  16. Do jeito que se coloca neste texto se faz uma generalização excessiva, como se praticamente todos os vegetarianos fossem assim. Isso é preconceito com esse grupo. Existem bilhões de pessoas que acreditam em uma causa e a defendem e rejeitam outras. Falemos de todas elas então. Afinal, não é controverso, por exemplo, o que fazem as maiores instituições de defesa ambiental de todo o mundo, como GreenPeace, Oceana etc? Elas dizem defender o meio ambiente, mas não fazem nada quanto à causa principal que nos leva ao aquecimento global: a pecuária. A causa disso? Não sabem, fingem não saber porque não lhes convém ou se calam por medo da reação das indústrias. Apenas um exemplo.

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