Caneca comedor de carne
“Comedor de carne”: acha que come carne por livre escolha, quando na verdade é por influência cultural. Foto: Zazzle

Muitas pessoas acreditam, e argumentam orgulhosamente, que consomem alimentos de origem animal por livre escolha racional. Que ninguém, fora elas mesmas, decidiu por elas o que comer.

Mas será que elas estão dizendo a verdade? É o que veremos aqui.

Por que o consumo de produtos animais nada tem a ver com livre escolha

O problema desse argumento é que a realidade o contradiz o tempo todo. Ou seja, os não vegetarianos são induzidos o tempo todo a continuar gostando de carnes, laticínios, ovos e mel.

Essa influência cultural vem por meios como:

  • As propagandas de hambúrgueres, chocolates, sorvetes, pizzas, cachorros-quentes, carnes processadas e demais alimentos de origem animal industrializados;
  • A criação familiar, que convence a criança a gostar desses produtos e, em alguns casos, reprime com coerção e violência quando ela quer ser vegetariana e recusa os produtos animais;
  • Os “conselhos” de nutricionistas, clínicos gerais e outros profissionais de saúde antiveganos, que não sabem que a alimentação vegetariana é boa para a saúde humana;
  • O “ativismo” antivegano em textos, vídeos e memes nas redes sociais e nos meios de comunicação;
  • entre diversos outros.

Essa “educação” vem desde a primeira infância, e é muito difícil resistir a toda essa pressão quando não se tem pais veganos, vegetarianos ou protovegetarianos.

Portanto, a grande maioria dos que dizem orgulhosamente que comem carne e outros alimentos de origem animal “porque querem” o faz porque estão sob influência externa pesada.

Até mesmo os “ex-veganos” e ex-vegetarianos que dizem ter “achado melhor” voltar ao consumo de produtos animais receberam alguma influência para isso. Nada foi por puro livre-arbítrio.

E o veganismo?

Orgulho de ser vegano
Orgulho de ser vegano. Foto: Kool Badges

Já o veganismo é algo mais próximo de ser uma legítima escolha, feita a partir de uma tomada de decisão racional.

Afinal, nós vemos, de uma maneira ou de outra, o sofrimento animal, o quanto a humanidade é especista e cruel com os animais não humanos, como nós podemos nos beneficiar da adoção do veganismo e como os argumentos veganos são sempre superiores aos antiveganos.

Ainda recebemos influência do mercado vegano, que nos faz querer experimentar as mais diversas delícias. Mas isso não anula o fato de que ser vegano é geralmente uma decisão pessoal e racional.

Conclusão

Ao contrário do que dizem, os antiveganos não estão agindo sob livre-arbítrio e decisão racional. Pelo contrário, é sob a mais absoluta influência cultural, que lhes anestesia o livre pensamento.

Já os veganos estão livres dessa influência esmagadora e resistem à pressão da sociedade onívora, ainda que sejam tentados a comprar muitos produtos veganos à venda no mercado.

Portanto, esse argumento dos antiveganos é falso.

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