Atordoamento de animais para abate: um exemplo de maus tratos contra animais dos quais a pecuária não prescinde
Atordoamento de animais para abate: um exemplo de maus tratos contra animais dos quais a pecuária não prescinde

Muitos antiveganos juram de pés juntos: os maus tratos contra animais “são apenas exceção” na pecuária. “Na verdade” essa atividade os “trataria como reis”.

Alguns até dizem: maltratar os animais “estraga a matéria-prima” fornecida por eles.

Mas será que a violência explícita realmente é uma exceção? Ou é mais comum e abrange mais práticas do que o senso comum acredita?

A verdade sobre os maus tratos contra animais na pecuária

O problema desse argumento é que ele só considera maus tratos comportamentos tidos como desnecessários pelos zootecnistas, como chutar e espancar os animais.

Nós defensores dos Direitos Animais revelamos: existem muito mais violências nesse meio do que a agressão explícita.

Entre elas, incluem-se:

  • Mutilações múltiplas dos animais: amputação de testículos sem anestesia, cauda, chifres, parte do bico, penas das asas, dentes, pedaços das orelhas etc.;
  • Marcação a ferro em brasa ou mergulhado em nitrogênio líquido superfrio, queimando a pele do animal e lhe causando muita dor;
  • Confinamento em gaiolas e baias minúsculas;
  • Separação abrupta de filhotes de suas mães – a chamada desmama artificial;
  • Práticas como a muda forçada de galinhas;
  • Cruzamentos forçados (estupros) entre animais reprodutores;
  • Inseminação artificial de mamíferas e aves fêmeas, também um ato de violação sexual;
  • Confinamento de bezerros muito jovens para produção de vitela;
  • Tritura de pintinhos machos vivos, descartados por não terem serventia para donos de granjas de ovos;
  • Abate de todos os animais “de criação” no final de sua “vida produtiva”, incluindo mamíferas “leiteiras” e aves fêmeas “poedeiras”.

Mesmo as fazendas e granjas adeptas do “bem-estar animal”, aliás, conservam diversas dessas violências entre suas práticas, apesar de eliminarem ou diminuírem as mais aberrantes aos olhos dos consumidores.

Entre elas, estão o descarte de pintos machos – quando não são de raças mistas de corte e ovos – e o abate, dito “humanitário”, de todos os animais criados.

 Conclusão

A verdade é que não existe pecuária sem alguma forma de maltrato, de violência contra animais. A própria existência da pecuária é alicerçada na violência contra esses seres, no uso violador de seus corpos.

Por isso, se você é uma pessoa que evita consumir produtos que implicaram maus tratos, não há nenhuma razão para continuar consumindo produtos de origem animal. A única forma de livrar seu consumo de toda e qualquer violência contra animais é tornar-se vegano.

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