mitos-desmontados

Índice dos mitos antiveg(etari)anos desmontados

1. Comer carne é questão de sobrevivência.

A existência do vegetarianismo e sua viabilidade nas sociedades modernas existentes são contraprovas cabais a essa afirmação. À exceção de povos indígenas, já passou o tempo em que a carne não possuía substitutos nutritivos à sua altura.

 

2. A carne foi essencial para a evolução humana. A evolução só continuará se os seres humanos continuarem comendo-a, caso contrário irá se estagnar e sucumbir ao ambiente.

Este argumento adota uma visão que alterna uma abordagem darwiniana da evolução com um ultrapassado olhar lamarckista. Em relação ao passado, ele pode até ter algum sentido, se forem ignorados os questionamentos existentes sobre o passado alimentar distante do ser humano. Mas erra ao dizer que o vegetarianismo compromete a evolução humana, uma vez que a sedentarização e modernização das sociedades humanas tornou nossa espécie livre das pressões seletivas naturais que outrora nos teriam requerido uma alimentação onívora. Os humanos das sociedades modernas – não contando os povos indígenas que não contam com uma agricultura desenvolvida ou condições climáticas de cultivar plantações – já não precisam mais caçar, nem mesmo matar qualquer animal com fins de consumo alimentar.

Há uma alegação semelhante paralela, de que “o ser humano precisou de carne para aumentar seu volume cerebral; por isso, o vegetarianismo ameaça causar um retrocesso”. Mas ela tem uma essência basicamente lamarckista, baseada na transferência hereditária não genética de mudanças corporais e já refutada pela teoria darwiniana e pela Genética mendeliana, ao crer que o cérebro aumentará à medida em que as pessoas continuem comendo carne. E o biólogo Sérgio Greif explica, em seu texto O homem (sic) evoluiu como um animal carnívoro ou vegetariano?:

Por essa mesma época [2 milhões de anos atrás] surgiam nas savanas outros grupos de [hominídeos], hoje reconhecidos como a transição entre os Australopithecus e o que já reconhecemos como os primeiros [humanos] pertencentes ao gênero Homo. Eles eram a princípio necrófagos que seguiam os grandes predadores em busca das carcaças abandonadas, mas com o tempo desenvolveram técnicas para abater suas próprias presas. Esse gênero, que não podia digerir capim e cascas de árvore, especializou-se na caça de animais, consumindo também, sempre que disponível, vegetais mais nutritivos. Suas principais adaptações foram o desenvolvimento de ferramentas de pedra cada vez mais elaboradas, de um sistema de comunicação mais articulado e, um milhão de anos após, no domínio do fogo.

Esses hominídeos, para desenvolverem sua capacidade de cognição (crescimento do cérebro) precisaram tirar a energia de outros órgãos. Considerando que a maior parte da energia corpórea era gasta para manter o trato digestivo e que o tipo de alimentação adotado se consistia em sua maior parte de alimentos calóricos com nutrientes concentrados, os intestinos desse [hominídeo] diminuíram, à medida que seu cérebro aumentava.

Em relação à sobrevivência dos hominídeos onívoros em detrimento dos vegetarianos ou herbívoros, o biólogo Sérgio Greif, no mesmo texto, explica que a prevalência dos hominídeos onívoros se deu não por causa exatamente da proteína animal, mas sim por causa de pressões ecológicas seletivas, desencadeadas por uma alteração a longo prazo dos habitats africanos, as quais favoreceram a sobrevivência dos onívoros e o desaparecimento dos hominídeos vegetarianos. Segundo ele:

Novas mudanças climáticas posteriores diminuíram as extensões dos pastos, e as áreas verdejantes, em sua grande parte, deixaram de existir. Os Paranthropus [hominídeos vegetarianos] definharam. O gênero Homo, mais acostumado aos deslocamentos sucessivos e à falta de segurança alimentar, sobreviveu.

Ou seja, os hominídeos onívoros de cérebro crescente sobreviveram e prevaleceram em detrimento dos pré-humanos vegetarianos porque a caça lhes permitiu continuar existindo num ambiente ecológico que não favorecia mais a existência dos outros. E hoje o consumo de carne de origem pesco-pecuária já não tem mais o aspecto evolutivamente estratégico de antigamente, visto que não existe mais hoje uma pressão seletiva que favoreça os onívoros em detrimento dos que não comem carnes. Pelo contrário, a pecuária atualmente está causando a degradação das condições ambientais de sobrevivência humana, o que leva à conclusão de que comer carne hoje não dá mais vantagens evolutivas ou cerebrais, e sim o próprio perigo de deixarmos de existir dentro de não muito tempo. Isso sem falar nos diversos problemas de saúde relacionados ao consumo indiscriminado de alimentos de origem animal.

 

3. Comer carne é o auge da evolução natural do ser humano.

Essa afirmação demonstra um claro desconhecimento sobre Evolução. A evolução dos seres vivos não tem auge, ela é perpétua. E foi ela própria que permitiu que os seres humanos modernos pudessem flexibilizar sua alimentação e adotar o hábito alimentar vegetariano, inclusive estrito. Dependendo das pressões seletivas ambientais e avanços tecnológicos que vierem nos próximos milênios, uma flexibilização ainda maior na nossa alimentação poderá ser possível no futuro.

A capacidade de digerir carne permitiu aos ancestrais do ser humano moderno sobreviver às pressões seletivas que fizeram os Paranthropus sucumbirem, mas isso em nada indicou um “ápice” evolutivo, tendo sido nada mais do que uma vantagem útil àquela época. Hoje em dia, aliás, a continuidade e crescimento do consumo de alimentos de origem animal vem justamente ameaçando a perpetuação da espécie humana, visto que seus impactos ambientais estão lhe inibindo as plenas condições de viver com integridade. Ou seja, a vantagem evolutiva de uma espécie em determinada época poderá se converter na sua vulnerabilidade em outros tempos.

 

4. Devemos comer carne porque só fomos favorecidos pela seleção natural graças ao consumo de carne.

Como foi afirmado sobre os dois mitos anteriores, a seleção natural favoreceu o gênero de transição entre os Australopithecus e os Homo em função de seu onivorismo porque a carne foi a fonte de nutrientes encontrada por esses hominídeos, para que sobrevivessem àquelas pressões seletivas ambientais que escassearam os alimentos vegetais no habitat dos pré-Homo e dos Paranthropus – e custaram a existência destes últimos. A carne também veio a tornar os seres humanos adaptáveis a habitats como o Ártico e os desertos.

Mas nenhum dos dois fatos quer dizer que o ser humano das sociedades modernas, habitante de cidades ou ruralidades, precise continuar comendo carne. Porque, no caso das sociedades modernas, não está presente nem o contexto de comer carne para sobreviver a uma pressão seletiva natural nem a necessidade de extrair nutrientes de animais em áreas pouco agriculturáveis – no caso dos países nórdicos, há a opção pela importação de alimentos vegetais. Na verdade, se há uma pressão seletiva atualmente, ela está tornando imperativo o abandono do consumo de animais, por causa dos impactos ambientais da pecuária – desmatamentos, poluição, emissão de gases-estufa, degradação de solos aráveis etc. – que vêm tornando cada vez mais difícil a perpetuação da espécie humana.

 

5. Comer carne é necessário porque o ser humano está no topo da cadeia alimentar.

Esse é talvez o mais comum mito biológico utilizado para justificar que as pessoas continuem comendo carne. E pode ser respondido com os seguintes fatos:

– Não há uma cadeia alimentar linear isolada, mas sim uma teia alimentar sistemática que, a grosso modo, engloba toda a biosfera. Ela compreende e interliga todas as cadeias alimentares do planeta, e o ser humano participa de diversas delas, não de uma única;

– Mesmo se tomadas isoladamente, como partes do todo, a cadeia alimentar não é uma linha crescente com um início “baixo” e um final “alto”, com um topo. Cadeias alimentares são cíclicas, e mesmo os seres ditos “superiores” da cadeia – os onívoros e os carnívoros – são consumidos, depois de mortos, por organismos decompositores. E estes, por sua vez, vão fornecer nutrientes para as plantas, renovando o ciclo de cada cadeia alimentar;

– Mesmo se tomássemos as cadeias alimentares pela errônea concepção de linhas isoladas com início baixo e fim alto, veríamos que as cadeias em que o ser humano teoricamente está “no topo” não são cadeias naturais e deterministas como as que não têm participação humana. Elas foram desenvolvida pela própria humanidade ao longo dos últimos dez milênios, através da agropecuária e da pesca, de modo a tornar nossa alimentação bem mais fácil e conveniente e menos perigosa e gastadora de esforços.

Em vez de termos impostas para nós condições insuperáveis de sobrevivência e alimentação, nós temos o poder de alterar as cadeias alimentares a que pertencemos para nossa conveniência. Assim sendo, podemos livremente mudar do onivorismo para o vegetarianismo estrito sem nenhuma oposição ecológica.

E se fosse se levar a sério essa posição de “topo” de uma cadeia alimentar linear, o ser humano, ao se tornar vegetariano, não poderia deixar esse “topo”, visto que não tem mais predadores naturais. O que aconteceria seria apenas a diminuição da cadeia alimentar em um “degrau”, com o ser humano se tornando consumidor primário (que come os seres produtores, da “base” da cadeia, no caso as plantas) ao invés de secundário (que come os consumidores primários e/ou os produtores).

 

6. Somos regidos pela leis da sobrevivência e do mais forte: se não matarmos outros animais, morreremos. Portanto não devemos hesitar em comer carne.

Quem usa esse argumento não percebe que, desde quando as civilizações humanas se sedentarizaram por via da agropecuária e se urbanizaram, essas leis não servem mais para a humanidade – à exceção dos povos nômades que ainda existem hoje. Hoje não dependemos mais da caça e da defesa intensiva contra predadores selvagens para sobreviver. Aliás, hoje o próprio ser humano é desnecessariamente o predador dos predadores, matando animais carnívoros com armas de fogo para obter suas peles e outras partes corporais, mesmo que essa caça não seja mais necessária para a manutenção da vida humana. E isso vem levando ameaça de extinção àquelas espécies que outrora a humanidade temia.

Na verdade, por motivos ambientais, a “lei” que se torna a cada dia mais evidente é exatamente a inversa das leis do mito em questão: se continuarmos matando outros animais seja em matadouros, seja pela pesca, seja pelo desmatamento de ecossistemas para expandir pastos e plantações de forragem, acabaremos morrendo.

 

7. Somos animais onívoros, não vegetarianos.

É fato que biologicamente somos onívoros. Mas isso não quer dizer que não possamos optar por uma alimentação vegetariana. É hoje mais que possível deixar de consumir alimentos de origem animal sem complicações de saúde. O ser humano contemporâneo possui toda uma agricultura, ciência nutricional e aparato tecnológico à sua disposição para que não seja mais necessário explorar animais com fins como o alimentício.

 

8. Não podemos deixar de comer carne porque somos onívoros por natureza. Se virarmos vegetarianos, estaremos indo contra a nossa própria biologia.

A resposta ao mito anterior também se aplica a este. Adiciona-se a ele o fato de que, graças à ciência e à tecnologia, o ser humano não é mais uma espécie à mercê da inexorabilidade nutricional. Aliás, ir contra a biologia humana é justamente negar que podemos flexibilizar nosso onivorismo e nos alimentar bem sem animais.

 

9. Somos carnívoros, porque nosso organismo é preparado para comer carne.

Mesmo que nosso organismo seja preparado para tolerar carne (com moderação), a informação acima está errada porque o ser humano, por mais carne que coma, também consome vegetais. Assim sendo, seu corpo onívoro* difere fundamentalmente do corpo dos animais carnívoros. Em primeiro lugar, o sistema digestivo humano é preparado para digerir também vegetais e aproveitar-lhes os nutrientes, o que não acontece nos animais carnívoros; possui um intestino relativamente longo e um estômago não tão poderosamente ácido quanto o de animais como leões e onças. Em segundo lugar, nossa anatomia é muito diferente da anatomia típica de animais carnívoros: não temos garras, dentes carniceiros, outros dentes pontudos, dentes caninos enormes ou músculos superdesenvolvidos por natureza e prontos para agarrar presas.

*Nosso corpo é biologicamente onívoro, pode digerir carne – ainda que tendo como limiar de saúde a moderação – mas aceita o vegetarianismo sem problemas. Não se deve confundir o vegetarianismo humano, que extrai nutrientes de uma vasta diversidade de opções vegetais (grãos, cereais, nozes, sementes, legumes, verduras, frutas etc.) e de outras fontes não animais, com o herbivorismo de animais como o cavalo e o coelho, o qual permite uma alimentação bem menos diversificada.

 

10. O consumo de carne é uma necessidade nossa porque nossos ancestrais do Paleolítico comiam carne, que lhes era imprescindível.

Essa é uma falácia genética, que torna algo atual certo e válido em função de sua origem ou passado. E mesmo que não fosse uma falácia, esse mito é desbancado pelo fato de que nossos antepassados pré-históricos não tinham escolha alimentar, e hoje, graças à agricultura, nossa civilização cultiva uma diversidade de alimentos vegetais que os seres humanos do Paleolítico jamais sonhariam em ter disponível para si, de modo que não somos mais dependentes de carne como nossos ancestrais.

 

11. A relação entre o ser humano e os animais criados pela pecuária é, ecologicamente falando, uma simbiose.

Ricardo Motta Pinto-Coelho, na página 37 do livro Fundamentos de Ecologia, assim define simbiose:

O termo simbiose significa literalmente viver junto. Usualmente é empregado para descrever a biologia de pares de organismos que vivem juntos e não se maltratam. Logo, a simbiose incluiria o neutralismo [em que as espécies não se maleficiam nem se beneficiam mutuamente] o mutualismo [relação obrigatória que envolve benefício mútuo entre as espécies], a protocooperação [relação não obrigatória que envolve benefício mútuo] e o comensalismo [uma espécie ganha benefícios enquanto a outra não ganha nem perde nada com a simbiose].

Como envolve benefícios apenas para os seres humanos e somente malefícios para os animais não humanos, a pecuária não pode ser considerada uma simbiose, mas sim, em última análise, um misto de predação desleal e parasitismo, já que o ser humano, através dela, preda os animais que escraviza (predação) e explora a capacidade corporal das fêmeas leiteiras, poedeiras e/ou reprodutoras (algo análogo a um parasitismo). Com o agravante de que tal relação desarmônica entre os humanos e os animais explorados pela pecuária e pela pesca não é obrigatória.

 

12. Vegetais também sentem dor.

Não sentem. A estrutura interna das plantas não possui terminações nervosas sensíveis à dor. Não há nos vegetais um sistema nervoso que proporcione a senciência e a ciência de estar vivo, ao contrário dos animais. Também não haveria nenhuma vantagem em sentir dor e sofrer para seres que não podem se locomover, muito pelo contrário. Considerando que a dor é um mecanismo que permite aos animais fugir de predadores ou agentes externos perturbadores de seu corpo ou reagir em contra-ataque, ela seria totalmente inútil e deletéria para plantas.

Muitos, para explicarem sua alegação sobre a “senciência vegetal”, citam uma experiência realizada na década de 1960 realizada por Cleve Backster, segundo a qual plantas teriam senciência e capacidades emocionais. Entretanto, tal experiência tinha uma metodologia muito duvidosa, não podia ser reproduzida com rigor científico e terminou considerada inválida ou inconclusiva, sendo as refutações compiladas por Robert Todd Carroll, autor do site cético The Skeptic’s Dictionary. Em um trecho de sua explicação cética, Carroll explica:

Psicologia vegetal? Suspeito que Backster tenha inventado isso naquela noite. Se tivesse um mínimo conhecimento a respeito da importância de se utilizar controles em estudos que tentam estabelecer causalidades, talvez tivesse procedido de maneira diferente. O primeiro passo é definir claramente o que se está testando, e em que consiste cada passo do procedimento. Backster e seu colega não tinham uma idéia clara da diferença entre pretender queimar a planta e fingir pretender queimá-la. Em seguida, poderia ter ocorrido a eles que poderia existir um modo melhor de se medir a corrente elétrica em plantas do que usar um polígrafo. Poderiam ter consultado especialistas e preparado uma experiência com equipamento adequado.

Assim que tivessem estabelecido claramente o que se estava testando e como iriam testá-lo, poderiam ter executado vinte testes com a secretária fazendo as ações de pretender realmente ou fingir, sem que eles soubessem qual era o quê, e coletando os dados do polígrafo. Diriam a um terceiro quais dos testes indicavam fingimento e quais indicavam intenção, e ele compararia as alegações deles com os dados da secretária. O terceiro também se encarregaria de assegurar que os poligrafistas não pudessem ver o que a secretária fazia durante a experiência, para que não fossem influenciados por algo no comportamento dela.

Então, apenas para se ter certeza de que não tenha sido algum movimento feito pela secretária que tenha feito o polígrafo reagir quando ela pretendia queimar a planta, os movimentos de intenção e de fingimento deveriam ser exatamente os mesmos. Backster deveria ter feito várias tentativas com várias plantas diferentes. E provavelmente não deveria ter regado a planta logo antes de fazer o experimento. Deveria saber que as mudanças de umidade afetariam as leituras de GSR.

O fato é que ele nunca fez nada parecido com uma experiência controlada e não está mais próximo hoje do que em 1966 de entender por que o polígrafo traçou os contornos que traçou quando foi conectado à planta. Os admiradores de Backster podem não estar mentindo quando dizem que a experiência dele foi repetida milhares de vezes pelo mundo afora. Infelizmente, a repetitibilidade só justifica afirmar que um resultado é provavelmente verdadeiro se a experiência original tiver sido executada da maneira apropriada.

É notável, inclusive, que o uso do mito da senciência vegetal é usado não em defesa de direitos para as plantas, mas sim para justificar moralmente a ação de infligir sem culpa dor e sofrimento aos seres verdadeiramente sencientes.

Leia/assista mais aqui sobre o mito da senciência vegetal

 

13. Muitas plantas possuem mecanismos de defesa, como espinhos, venenos e reações bioquímicas a estímulos, logo os vegetais conscientemente querem viver.

A presença de artifícios de defesa em muitas plantas lhes implica uma vantagem evolutiva e também a diminuição da probabilidade de morrerem por motivos de predação por animais. Facilita-lhes a defesa contra potenciais agentes destruidores. Mas isso nunca significou uma vontade consciente de continuarem vivas. A presença de propriedades de autodefesa não implica senciência, uma vez que elas podem existir sem a presença paralela de um sistema nervoso.

E mesmo com a presença de engenhos bioquímicos defensivos, a capacidade de sentir dor ainda assim seria uma enorme desvantagem para as plantas, porque elas não teriam como se livrar da perturbação nervosa, além de representar um gasto inútil e desnecessário de energia. Para acionar mecanismos de defesa vegetal, a dor não é necessária, bastando, ao invés, estímulos bioquímicos de acionamento, de forma parecida com como as glândulas sudoríparas protegem o corpo humano do aumento da temperatura corporal por parte do calor externo sem precisarem ser acionadas por sensibilidade dolorosa a temperaturas altas.

Além disso, dizer que a presença de aparatos físio-anatômicos de defesa implica um desejo da planta de cotinuar viva é semelhante a dizer que a presença de magnetosfera e atmosfera densa representam a vontade do planeta Terra, como se fosse um ser senciente, de não sofrer a invasão de radiação cósmica e o impacto de meteoros, ou que os planetas gasosos do Sistema Solar não querem ter uma superfície sólida.

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