Protesto contra armas
Protesto contra armas militares. O veganismo também é uma maneira de se opor ao uso de armas pelos humanos

A abundância de armas neste mundo faz você se sentir muito aflito?

Você tem a impressão de que a violência e a guerra no planeta parecem não ter solução?

Tem parecido para você que muitas pessoas tratam as armas e seu uso para ameaçar, ferir e matar seres inocentes como se isso fosse tão trivial e moral quanto contar historinhas para crianças ou decorar uma casa com quadros?

Diante dessa realidade cruel, tenho uma ótima notícia: você pode ajudar a desarmar cada vez mais o mundo. E isso pode ser bem mais fácil do que você acredita!

Sabe como? Conhecendo o veganismo e aderindo a ele. Entenda melhor o porquê neste artigo.

Uma atividade repleta do uso de armas da qual você ainda não tinha se dado conta

Picana para eletrocutar bois
Picana para “manejar” bois dando-lhes choques elétricos: uma das muitas armas utilizadas pela pecuária. Foto: Magnatronic

Uma grande maneira de diminuir o número e o uso de armas no mundo, e também de combater a cultura de violência que paira sobre nós, é opor-se à pecuária. Afinal, o que mais há nessa atividade são armamentos, muitos deles letais, e seu uso para machucar e matar.

Dou alguns exemplos de armas utilizadas, em matadouros, granjas e fazendas, tanto para ferir e causar dor quanto para assassinar seres sencientes:

  • Facas e serras cirúrgicas para castração;
  • Instrumentos de marcação a ferro em brasa ou superfrio;
  • Torqueses do tipo burdizzo (espécie de alicate usado para esmagar o cordão espermático próximo aos testículos de mamíferos machos jovens e assim esterilizá-los);
  • Máquinas de debicagem;
  • Bastões de choque elétrico;
  • Choupas;
  • Machados;
  • Marretas;
  • Porretes;
  • Pistolas de dardo cativo;
  • Pistolas de ar comprimido;
  • Facões para degola.

Esses cruéis instrumentos servem para nada mais do que mutilar, prensar feridas (a marca da propriedade à qual o animal “pertence”) na pele ou matar animais não humanos.

E acredite: o sofrimento destes quando são injuriados por essas armas é tão intenso quanto o dos seres humanos que são feridos ou mortos por paus, facas, facões, espadas, machados, arcos-e-flechas, revólveres, pistolas, fuzis e metralhadoras. Ou ainda pior, uma vez que o animal não consegue emitir mensagens de socorro compreensíveis para qualquer ser humano, às vezes sofrendo em silêncio, e muitas vezes morre em poucos minutos ou segundos.

 

Como a pecuária legitima a cultura de violência armada

Revólver e pistola de abater animais
Revólver e pistola de “abate humanitário”. A diferença entre ambos é extremanente tênue

Tão dependente do uso de armas que é, a pecuária é um elemento-chave na legitimação e perpetuação da cultura de violência que tanto mal faz aos seres humanos.

Isso se dá por vários motivos, entre os quais:

  • Ela naturaliza as hierarquias morais, nas quais uns são “superiores” ou “inferiores” aos outros e os “superiores” têm a “liberdade” de dominar violentamente, inclusive com derramamento de sangue, os “inferiores”;
  • Banaliza o uso de armas e propaga a crença (falsa) de que utilizá-las ferindo e matando animais é “essencial para o bem-estar humano” por meio do fornecimento de matérias-primas, alimentícias ou não. Ou seja, trata a violência opressora como “natural” e “necessária” para os seres humanos;
  • Assim sendo, legitima o dogma conservador de que impor hierarquias e desigualdades mantidas por meio de violências é algo “natural do ser humano”, “fundamental” e “benéfico” para sua existência e integridade;
  • Proporciona aos operários de matadouros insensibilidade perante a violência contra seres humanos e aumenta até mesmo a tendência de cometerem crimes contra a vida humana;
  • Atribui um valor moral “positivo” ao uso de armas para agressão de seres inocentes;
  • Dessensibiliza todos os envolvidos na cadeia de produção e consumo de produtos animais – dos peões e operários de matadouros aos consumidores, acostumando-os a naturalizar a violência agressora e a dominação injusta.

 

O veganismo como meio de quebrar a cultura das armas

Abate pseudo-humanitário de boi
O veganismo se coloca contra esse e todos os demais usos de armas com fins de agressão

Sendo um modo de vida que busca se opor à exploração animal e ao especismo, o veganismo se coloca veementemente contra essa cultura de incentivo à violência armada. E propõe substituí-la por uma de paz, empatia e igualdade moral, na qual as armas sejam abolidas – ou pelo menos o seja o seu uso agressor.

A lógica ética vegana, ao mesmo tempo em que desarma e enfraquece a violenta pecuária, por tabela depõe diretamente contra a violência entre os seres humanos. Afinal, da mesma maneira que sensibiliza o seu adepto a ser contra o uso de armas contra animais não humanos inocentes, o influencia a lutar também contra as guerras, a indústria bélica, o militarismo, a existência de forças militares no mundo, as políticas de dominação colonialista de um ou mais povos por outro, os genocídios, a violência policial e, também, a criminalidade civil nas cidades e no campo.

À medida que mais pessoas se tornam veganas e, ao mesmo tempo ou em seguida, adotam os princípios éticos da coerência e da não seletividade moral, elas se colocarão na defesa da paz, da abolição das armas e também do fim de qualquer demanda social e política para o uso da violência.

 

Considerações finais

A paz está em nossas mãos
A paz do mundo está em nossas mãos, como veganos defensores de um mundo livre de armas e violência

Ao abraçar o veganismo, você passará a ter um poder maior do que imagina de combater a violência no mundo e torná-lo um lugar de muito mais paz, ética e solidariedade.

Graças aos esforços de pessoas como você, as armas que hoje tanto trucidam e matam animais em fazendas, granjas e matadouros perderão sua utilidade e serão destruídas, ou no mínimo reduzidas a peças exibidas em museus dos absurdos humanos. Os animais não humanos estarão livres desses instrumentos de terror e, pelo poder do veganismo de influenciar uma transformação ético-moral na humanidade, cada vez menos seres humanos sofrerão nas mãos de indivíduos violentos.

Se você quer esse mundo futuro em que a lógica do uso ofensivo de armas para benefício alheio seja quebrada, considere o veganismo.

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