O hemisfério esquerdo é de um cérebro normal. O direito é de um cérebro afetado com caso avançado de doença de Alzheimer.
O hemisfério esquerdo é de um cérebro normal. O direito é de um cérebro afetado com caso avançado de doença de Alzheimer.

Demência, doença de Alzheimer e câncer de estômago são três doenças cujo risco de ocorrência o consumo acima do moderado de carne vermelha potencializa. É o que foi noticiado em três veículos da imprensa brasileira e estrangeira.

O site Foodconsumer.org divulgou as conclusões de um estudo publicado no periódico Annals of Neurology, segundo o qual a ingestão de gordura saturada, gorduras totais e colesterol aumenta os riscos de contrair demência. Segundo a matéria (tradução livre):

O estudo em questão descobriu que aqueles que tiveram o consumo mais elevado de gordura saturada, gordura total e colesterol eram 90%, 140% e 70% mais suscetíveis de desenvolver demência, respectivamente, em comparação com aqueles que tiveram o consumo mais baixo. As associações foram ajustadas por idade, sexo, educação e ingestão de energia.

O estudo foi baseado em dados obtidos de 5.386 homens e mulheres que não possuíam demência e tinham idade de 55 anos ou mais, os quais participaram da pesquisa por dois anos e meio em média. As informações dietéticas foram extraídas no começo da pesquisa e, em média, dois anos e meio depois.

 

o Cenário MT reportou que o consumo excessivo de ferro, abundante especialmente nas carnes vermelhas, pode ocasionar a doença de Alzheimer. Segundo a matéria, “utilizando técnicas de imagiologia cerebral sofisticadas, eles [os pesquisadores] descobriram que a quantidade de ferro é aumentada no hipocampo e está associada a danos no tecido nessa área.” É uma evidência de que não é tão saudável assim o consumo de fontes abundantes e mais biodisponíveis de ferro.

E o site Zócalo Saltillo, por sua vez, anunciou o alerta do Instituto Mexicano de Seguridade Social de que o consumo imoderado de carnes vermelhas assadas na grelha e de sal aumenta as chances de câncer gástrico.

Diante de tais pesquisas, o consumo de carne vermelha se torna ainda mais motivo de cautela. Teoricamente há a opção de se comer menos esse tipo de carne, mas por que não simplesmente abandonar completamente seu consumo, em promoção de uma dieta livre de alimentos de origem animal? A cada dia fica mais e mais evidente que o vegetarianismo estrito é um porto seguro para quem foge dos tantos problemas de saúde que vêm sendo associados ao consumo de carne vermelha – e também, eventualmente, da carne branca e dos laticínios.

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