Conheça alguns segredos que a publicidade dos alimentos de origem animal esconde de você

comercial de frango

Apelo a relações afetivas e datas comemorativas familiares: um dos abusos da publicidade aliada da exploração animal

A pecuária e a pesca, a indústria alimentícia e a publicidade abusiva formam uma união implacável. E isso influencia diretamente na sua vida.

Todos os dias você é bombardeado, seja na internet, na televisão, no rádio, na mídia impressa ou por meio dos anúncios espalhado pela cidade, por incontáveis propagandas de alimentos de origem animal e itens industrializados comestíveis que os contêm como ingredientes.

Esses setores querem que você consuma esses produtos, custe o que custar. Mas, diante desse titã capitalista, eu tenho a felicidade de dizer: você pode lhes dizer um sonoro não. E mais: pode ajudar os defensores dos Direitos Animais a vencê-los!

Convido você a adquirir um olhar crítico sobre a publicidade dos alimentos total ou parcialmente de origem animal, como esse ramo do capitalismo promove os mais diversos abusos para tentar conquistar e manter você como consumidor cativo dele e como você pode enfrentá-lo em nome de um futuro melhor e mais livre, ético, sustentável e saudável.

As muitas peripécias da propaganda de produtos animais comestíveis

McLanche Feliz, publicidade abusiva

Venda casada de sanduíches de carne com brinquedos, outra forma de abuso publicitário de empresas que vendem alimentos de origem animal

São extremamente diversos os tipos de alimentos de origem animal anunciados nos meios de comunicação de massa. Carnes e leite in natura, ovos, corpos inteiros ou despedaçados de aves e peixes, almoços não vegetarianos, sorvetes e picolés, chocolates, carnes e sanduíches de hambúrguer, salsichas, iogurtes, esfihas, queijos, petit-suisse, almôndegas, biscoitos/bolachas, salgadinhos de queijo, gelatinas com sabor, bolinhos doces, pizzas, tortas…

Repare que quase sempre são alimentos nada saudáveis para os seres humanos, mesmo quando a propaganda diz que “fazem bem”. São produtos cujas consequências abrangem diabetes tipo 2, obesidade, doenças cardiovasculares, câncer, infecções, distúrbios neurológicos (como Parkinson e demência) etc. E em muitos casos, há uma mistura entre leite, ovos (em alguns casos), muito açúcar e aditivos químicos diversos, o que torna o produto ainda mais venenoso.

Em todos esses casos, a publicidade sequer tem a sensatez de recomendar um consumo moderado. Pelo contrário, querem que as pessoas ingiram esses produtos com a máxima frequência e quantidade possíveis, mesmo que isso coloque a saúde e até a vida de milhões de seres humanos em sério risco.

E para que os consumidores os comam, tomem ou bebam de maneira tão intensa, recorrem aos mais variados abusos, entre eles:

  • Publicidade infantil, com todo um apelo para seduzir as crianças a consumirem aqueles alimentos sem qualquer cuidado e moderação;
  • Venda casada de alimentos com brinquedos, também para atrair uma clientela infantil fiel e fanática;
  • Ligação dos produtos com momentos felizes e cerimoniais da vida dos consumidores, como reuniões de amigos e família, happy-hours, ceias religiosas (como as de Natal, de Sexta-Feira Santa e de Ação de Graças), férias, recreio escolar, momentos de relacionamento amoroso, descanso, lazeres diversos, uso de brinquedos etc.;
  • Associação dos mesmos com sentimentos positivos e muito desejados, como amor, amizade, felicidade, prazer e êxtase;
  • Incitação ao preconceito contra quem se recusa conscientemente a comprar e consumir esses alimentos, incluindo contra vegans e vegetarianos;
  • Atração de um público masculino preconceituoso com anúncios e comerciais machistas [Aviso: link com conteúdo machista e misógino], que cometem violações éticas como comparar o corpo da mulher a um pedaço de carne, atrelar o consumo de carne vermelha à virilidade e explorar mulheres em trajes hipersexualizantes como garotas-propaganda de churrascarias;
  • Divulgar informações falsas sobre o consumo de alimentos de origem animal ser “essencial” e “saudável”, com direito a comprar opiniões “especializadas” e duvidosas de profissionais de saúde;
  • Apelar para um suposto respeito ao “bem-estar animal”.

É assim, de maneira ao mesmo tempo coercitiva e aprazível, que a agroindústria da exploração animal convence os telespectadores dessas propagandas a obedecerem a seus interesses comerciais e realimentarem todo um sistema que objetifica, aprisiona, usa, violenta e massacra animais não humanos, viola a dignidade e a saúde de seres humanos e destrói e polui o meio ambiente.

 

Reparando um outro detalhe na publicidade alimentícia

anúncio raro de chás

Um raro anúncio de chás, cujo alcance não chega aos pés das empresas alimentícias envolvidas com exploração animal

Repare também que quase sempre o alimento anunciado tem efeitos no mínimo suspeitos na saúde humana. É absurdamente difícil encontrar publicidade para alimentos comprovadamente saudáveis nos meios de comunicação em massa.

Você já notou que é muito raro de se ver, na mídia de massa, anúncios e comerciais de verduras e legumes produzidos sem agrotóxicos pela Fazenda X, ervas de chá importadas pela empresa de produtos naturais Y, frutas orgânicas dos pomares da Cooperativa Z, imitações veganas saudáveis de carnes e leites da indústria alimentícia W etc.?

Se não notou ainda, este artigo oferece a você a consciência e a oportunidade de começar a perceber o contraste entre a abundância e crueldade sutil dos comerciais de produtos animais e a ausência quase total de alimentos saudáveis na TV, na internet, no rádio, nos jornais e nas revistas.

 

Você pode dizer não e assumir uma postura de enfrentamento contra tudo isso

Diga não

Diga não à agroindústria da exploração animal

A boa notícia, no meio de todo esse cenário cavernoso, é que, com a difusão do veganismo e do vegetarianismo, cada vez mais pessoas estão aprendendo que podem sim se livrar da gravitação exercida pela propaganda de alimentos de origem animal.

E o melhor é que, com esse despertar, essa mesma população está se rebelando e enfrentando os setores econômicos da exploração animal e dos alimentos de alto risco – ambos os quais, na maioria dos tipos desses produtos, se fundem tornando-se um só.

Tornar-se vegan já é, por si só, uma atitude extremamente importante nesse enfrentamento a quem lucra com a miséria dos animais não humanos e o adoecimento dos seres humanos. E o melhor: os análogos veganos aos alimentos de origem animal, incluindo os industrializados, quase sempre são mais saudáveis, ou no mínimo menos arriscados para a saúde humana, do que suas versões não veganas.

Além disso, tamanha é a consciência daquelas pessoas que se tornam veganas pela defesa dos Direitos Animais que não lhes basta simplesmente não consumir produtos animais. Elas se opõem explicitamente à sua obtenção, fabricação e consumo e promovem a difusão da consciência vegana e, opcionalmente, da alimentação saudável e prazerosa.

É por meio dessa conscientização que você pode abrir os olhos e perceber o quanto a publicidade e a indústria alimentícia especista têm sido abusivas, cruéis e insensíveis para com os consumidores.

E então, depois que você nota todo esse aparato capitalista dominando as vontades das pessoas não veganas e deteriorando-lhes a saúde e também conhece tudo aquilo que ele impõe aos animais não humanos – a inferiorização moral, a objetificação, a exploração, a matança… -, você passa a desejar no seu mais profundo íntimo a abolição dessa indústria e a libertação dos animais não humanos e dos seres humanos.

 

Considerações finais

Vegetais, alimentos vegetarianos

Rebele-se contra a agroindústria de alimentos de origem animal sendo vegan

Os setores econômicos envolvidos com a exploração animal e a industrialização das matérias-primas originada de animais são cruéis, a ponto de apelar para o emocional dos seres humanos, doutrinar clientes fanáticos e causar endemias de diversas doenças não infectocontagiosas.

E provavelmente fazem ou já fizeram muito mal a você, injetando em seu corpo resíduos de antibióticos, hormônios e outros produtos químicos, alheando você do conhecimento sobre a violação dos animais não humanos e tornando sua saúde bem menos forte do que poderia ser.

É hora de conhecer o que há por trás da máscara publicitária dessa agroindústria, libertar-se dela e começar a lutar por uma sociedade livre de seus tentáculos dominadores.

Espero que, por meio deste artigo, eu tenha ajudado você a se interessar em conhecer mais sobre os abusos da publicidade de alimentos de origem animal e dos setores agroindustriais que os obtêm e fabricam.

Junte-se aos veganos e vegetarianos e nos ajude, para que um dia todos os seres humanos possam comer com mais liberdade, ética, sustentabilidade e saúde, sem uma máquina agroindustrial coagindo você a comer, tomar ou beber o que eles querem que você consuma.

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Robson Fernando de Souza

Autor dos blogs Consciencia.blog.br e Veganagente e do livro Veganismo: as muitas razões para uma vida mais ética. Formado em Licenciatura em Ciências Sociais (UFPE, 2016) e Tecnologia em Gestão Ambiental (IFPE, 2008). Adora Sociologia, meio ambiente, Direitos Animais & Veganismo e autoajuda.
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