Se você se sensibiliza com cenas de crueldade em criações animais, dê o passo seguinte: conheça os Direitos Animais e o veganismo

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Há uma versão melhorada e atualizada deste artigo no livro Veganismo: as muitas razões para uma vida mais ética

Tem sido cada vez mais comum entidades de defesa animal divulgarem vídeos com cenas de atrocidades em fazendas, granjas e matadouros, incluindo o clássico documentário Terráqueos. Se você assistiu a um ou mais deles e se sensibilizou, tem tudo para dar o próximo passo na evolução de sua consciência pelos animais não humanos: conhecer os Direitos Animais e o veganismo.

São os Direitos Animais que irão impedir que cenas como as que chocaram você se perpetuem. Afinal, não deixarão que os animais não humanos sejam tratados como coisas sob propriedade e a serviço forçado dos humanos. Afinal, terão reconhecidos direitos como a vida, a liberdade e o não tratamento como objetos e posse de humanos.

E como a pecuária e a pesca (inclusa a aquicultura) dependem fundamentalmente da coisificação e proprietarização de animais, elas deixarão de existir, assim como, consequentemente, todas as cenas bizarras de violência e sofrimento derivadas de ambas.

Essas duas atividades, por existirem graças ao tratamento de animais como propriedade humana, usam de violência extrema, com uma enorme frequência, para atingir seu fim: a produção de matéria-prima de origem animal, como carne, leite, ovos, couro, lã, sebo e glicerina.

E isso inclui procedimentos muito comuns na pecuária, como as mutilações (de chifres, cauda, dentes, bico, asas e testículos), a desmama (separação forçada de filhotes de suas mães), o confinamento em espaços minúsculos, o tratamento como máquinas, espancamentos para fins de “disciplinamento”, torturas com choque elétrico e os abates mais bizarros. Ao contrário do que os mais ingênuos acreditam, isso não é exceção, mas sim a regra na pecuária – pelo menos naquela que não aderiu ao bem-estarismo.

E falando em bem-estarismo, ela vem com o suposto propósito de livrar os animais de tais violências chocantes. Mas não é certo dizer que o “bem-estar animal” os protege da violência. Pecuária e pesca dependem de infligir violência, danos e morte aos animais para existirem. E isso também acontece em criações orgânicas, caipiras e bem-estaristas, mesmo que os defensores dessa cruel indústria neguem.

Não é tão comum haver espancamentos, mutilações e abates, por exemplo, com marretadas no crânio nas propriedades que aderiram ao “bem-estar animal”. Mas continuam existindo:

  • o roubo do leite das mamíferas, que naturalmente é destinado apenas aos filhotes;
  • o assassinato de pintinhos machos, que não são aproveitáveis pelas granjas de ovos;
  • o uso de instrumentos de tortura por choque elétrico quando considerado “necessário” – quando, por exemplo, o animal resiste em subir no caminhão que vai levá-lo para a morte no matadouro;
  • a abreviação imensa da vida dos animais, impedidos de viver sua expectativa de vida natural, tendo sua vida atrelada à sua serventia forçada para os humanos e vivendo apenas uma pequena fração do que viveriam se estivessem livres;
  • e, finalmente, a morte violenta e sangrenta nos matadouros – afinal, criações bem-estaristas também matam animais, tanto porque querem sua carne como porque não mantêm vivas as fêmeas “leiteiras” e “poedeiras” aposentadas depois do fim de sua “vida útil”.

E a pesca bem-estarista também não deixa de infligir violências inaceitáveis. Por também depender da morte de animais, ela não “pode” deixar nenhuma de suas vítimas viva. Por isso usa métodos como o choque elétrico e o choque térmico, para matá-los com rapidez e de forma “menos dolorosa”.

Ou seja, se você é contra a violência aos animais e se choca com a crueldade da pesca e da pecuária, não tem para onde correr, em se tratando de continuar consumindo produtos de origem animal. Só resta mesmo um consumo livre desses itens, ou seja, vegano.

Diante de sua exposição a cenas de atrocidades contra animais “de consumo” na internet ou na TV, a hora é essa de romper com essa ordem de violência, crueldade e coisificação de vidas sencientes. Rejeitar a violência, que é o que você faz ao sentir repulsão depois de assistir a vídeos desse tipo, inclui necessariamente abandonar tudo aquilo que se origina de cenas tão violentas, incluindo produtos com selos de “bem-estar animal”, considerar o veganismo e iniciar a transição para um consumo livre de exploração animal.

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Robson Fernando de Souza

Autor dos blogs Consciencia.blog.br e Veganagente e do livro Veganismo: as muitas razões para uma vida mais ética. Formado em Licenciatura em Ciências Sociais (UFPE, 2016) e Tecnologia em Gestão Ambiental (IFPE, 2008). Adora Sociologia, meio ambiente, Direitos Animais & Veganismo e autoajuda.
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