Veganismo sem a ética vegana: conheça o “veganismo anti-humanista” e o que ele defende

Gary Yourofsky e seu veganismo anti-humanista

Gary Yourofsky, um exemplo nítido de vegano anti-humanista

O veganismo está crescendo, a taxas provavelmente exponenciais, no mundo inteiro, incluindo o Brasil.

E como tendência animalista, está se tornando mais e mais forte, a cada ano que passa, ao ponto em que os pecuaristas e a indústria lacto-frigorífica já estão se sentindo economicamente ameaçados.

Nesse contexto, cada vez mais pessoas reconhecem os animais não humanos como seres tão dignos de direitos fundamentais quanto nós humanos. Se você faz parte desse crescimento, parabéns!

Porém, esse crescimento tem tido alguns problemas de coerência ética, que podem vir a comprometer o próprio triunfo futuro dos Direitos Animais.

Saiba adiante do que se trata. Isso pode, inclusive, ter a ver com uma ou mais de suas crenças político-ideológicas e a forma como você as tem relacionado com o seu veganismo.

O “veganismo” anti-humanista

O veganismo "de verdade" despreza os humanos?

Um desses problemas é a ascensão de uma vertente corrompida de veganos.

Contaminados por ódios sociais e preferências discriminatórias, eles inferiorizam e excluem de sua consideração moral e da expansão da população vegana certa parcela dos seres humanos e, ainda por cima, rejeitam abrir mão da cultura de violência, injustiça e hierarquização moral.

Neste artigo, portanto, convido você a conhecer esse que eu chamo de “veganismo anti-humanista“. Mostrarei por que ele pode inviabilizar as chances de, no futuro, o veganismo e seus valores se universalizarem, abolirem efetivamente o especismo e tornarem o mundo um lugar mais pacífico e harmonioso.

Será a oportunidade de você descobrir se está seguindo uma vertente anti-humanista, não tão ética, do veganismo, ou atende realmente aos preceitos da ética animal.

Se você tem crenças morais e sociopolíticas que correspondam à descrição a seguir, terá, depois de ler este texto, a oportunidade de reavaliá-las se elas fazem mesmo um bem para os seres sencientes do mundo.

Obs.: O “humanismo” ao qual o “veganismo” anti-humanista se opõe é definido aqui como a consideração ético-moral dos sofrimentos, necessidades e interesses sociais e políticos coletivos também dos seres humanos, não como um pensamento moral centrado no ser humano. Ou seja, o veganismo humanista (interseccional) não coloca o ser humano “em primeiro lugar”.

 

Um pensamento recheado de violência e desigualdade moral

Manifestante pede testes em criminosos

A vertente anti-humanista não é bem uma corrente de pensamento alternativa dentro do veganismo, mas sim uma distorção do mesmo a partir dos preconceitos, opiniões sociais e convicções políticas de muitas pessoas.

É resultante da mescla que muita gente, de convicções sociopoliticamente conservadoras, faz entre suas crenças ideológicas e sua percepção do que e como é o veganismo. E dessa mistura, sai um “veganismo” desconectado de seus fundamentos éticos e também de sua natureza política.

A partir dessa personalização ideológica, percebo seus adeptos definirem – conscientemente ou não – o veganismo como um estilo de vida predominantemente individualista e de consumo, motivado pela misericórdia aos animais não humanos em sofrimento e pela busca de autoafirmação e bem-estar individual.

É um veganismo reconfigurado de modo a respeitar apenas os não humanos, tanto que muitos anti-humanistas adoram falar que o veganismo é “somente pelos animais” e não tem nenhuma ligação e aliança com outras causas e, assim, se desobrigam de respeitar os seres humanos.

Com isso, os “veganos” anti-humanistas costumam incidir em alguns desses comportamentos, a depender do indivíduo:

  • Respeitar os animais não humanos mais do que a maioria dos humanos, invertendo a desigualdade de consideração moral ao invés de nivelá-la por cima;
  • Declarar misantropia explícita;
  • Não colocar tanta fé na educação vegana e na capacidade humana de se arrepender de desvios de ética e mudar de comportamento;
  • Comemorar quando algum agressor ou explorador de animais sofre feridas gravíssimas ou morre, como quando um peão é morto pelo touro num rodeio ou um pescador morre afogado enquanto capturava peixes, negligenciando a possibilidade de regeneração ética e mudança de atitude de quem trabalha com exploração animal;
  • Ser racista, machista e misógino, homo-lesbofóbico, transfóbico, intolerante-religioso, elitista e pauperofóbico, xenofóbico etc.;
  • Usar racismo, xenofobia, intolerância religiosa, misoginia e outros ódios para atacar especistas de seu país ou de outros, como quando declaram aversão aos chineses por alguns destes matarem cães com crueldade para consumo, praguejam contra o islã e o candomblé por causa de adeptos seus que sacrificam animais e desferem insultos misóginos contra mulheres que usam casacos de pele ou matam animais;
  • Apoiar violações de Direitos Humanos para punir atos de exploração animal, como quando defendem estupro contra mulheres que usam casacos de pele, tortura contra peões de rodeio, morte agonizante para cientistas que fazem experimentação animal e cadeia para candomblecistas que participam de rituais de sacrifício animal;
  • Em contraste com sua defesa incondicional dos Direitos Animais, crer, aceitar e propagar que Direitos Humanos são “só para humanos direitos”;
  • Defender que os testes em animais sejam não abolidos, mas sim realizados em presidiários para fazê-los sofrer intencionalmente;
  • Aplaudir e defender repressão militar contra protestos de esquerda, golpes de Estado para derrubar governos progressistas, censura contra a esquerda, governos ditatoriais e outras violências autoritárias;
  • Falar de Direitos Animais passando por cima das sensibilidades alheias, como quando usa cenas de violência contra a mulher para ilustrar campanhas contra o consumo de leite ou compara a pecuária com a escravidão de pessoas negras;
  • Ser arrogante, grosseiro e desrespeitoso, geralmente sem nenhuma necessidade, contra pessoas não veganas e vegans que têm pensamentos diferentes dos seus;
  • Usar de agressão verbal, ameaças e incitações ao ódio contra quem lhes questiona convicções ideológicas;
  • Insistir em posturas autoritárias e sectárias em grupos de ativismo, fóruns virtuais, palestras, rodas de debates e redes sociais;
  • entre outras posturas violentas e antiéticas.

Fica bem evidente que não é a ética animal que faz essas pessoas se tornarem e continuarem sendo veganas. Afinal, elas a violam cotidianamente, mesmo quando dizem estar atuando em defesa dos animais.

 

Anti-humanismo mesclado com elitismo

The Vegan Gourmet, o gourmet vegano

Elitismo e gourmetização, característica importante do “veganismo” anti-humanista

Outra manifestação do “veganismo” anti-humanista é o elitismo. É comum notar adeptos dessa forma de veganismo não demonstrando nenhuma consideração pela necessidade de trazer os pobres para a causa vegano-abolicionista.

Atuam como se só fosse possível trazer para o veganismo pessoas da classe média e ricas – e não existissem pobres no mundo. Muitas vezes, exaltam um padrão de vida vegano que, de fato, só é acessível para essas classes.

Suas formas de “divulgar” o modo de vida vegano são:

  • Propagar receitas na maioria das vezes com ingredientes caros;
  • Convidar as pessoas apenas para eventos com feiras de alimentos e produtos que uma família pobre não poderá pagar;
  • Promover ações de panfletagem e conscientização restritas a bairros centrais ou de padrão aquisitivo elevado;
  • Propagandear só restaurantes, lanchonetes e mercadinhos veganos ou com opções veganas os quais praticam preços impopulares;
  • Ostentar um estilo de vida gourmet, focado mais no bem-estar individual do que na ética vegano-abolicionista.

Não há, entre os anti-humanistas, tanto costume de debater inclusão social e geográfica dos eventos veganos, ou seja, a necessidade de promover o veganismo nas periferias pobres das cidades.

O resultado é que o veganismo, ao mesmo tempo que dispara em adesões nas classes médias e altas, tem tido um reconhecimento meramente marginal e esparso entre as classes populares. E antiveganos se aproveitam dessa tendência elitista para espalhar a mentira de que “pobres não podem ser veganos”.

 

O que a ética animal defende, e o que os veganos anti-humanistas pensam e praticam

Vamos falar mais sobre ética?

Considerando essas características, o “veganismo” anti-humanista padece de graves incompatibilidades com a ética animal que fundamenta o veganismo propriamente dito.

Diversos princípios éticos do abolicionismo animal e do veganismo, e seus contrastes com o aspectos anti-humanistas, estão listados logo a seguir:

  • Igualdade moral, nivelada por cima, entre os humanos e os animais não humanos: os anti-humanistas colocam os animais não humanos acima da maioria dos seres humanos em seu círculo de consideração moral;
  • Senciência e interesses vitais como parâmetros de consideração moral: é comum desejarem sofrimento e privações para seres humanos, tão sencientes quanto os animais não humanos;
  • Inclusão moral: eles são adeptos de excluir humanos de minorias políticas do seu círculo moral;
  • Oposição a hierarquias morais: costumam aceitar, ou mesmo defender passionalmente, sistemas socioeconômicos e políticos marcados pela hierarquização social dos seres humanos e pelo tratamento moral desigual destes a depender de sua posição na hierarquia;
  • Rejeição a justificativas preconceituosas e falaciosas dessas hierarquias morais: é muito comum usarem de seus próprios preconceitos e falácias para defender o capitalismo desregulado, o conservadorismo e o desrespeito e desprezo a minorias políticas;
  • Questionamento de uma ordem hierarquizada, violenta e injusta: do alto de seu apoio ao conservadorismo e ao capitalismo, aceitam e apoiam, sem questionar, uma ordem tão hierárquica, violenta e injusta quanto a especista;
  • Oposição a uma ordem social baseada em dominar, aprisionar, explorar e assassinar: é comum naturalizarem e tentarem justificar o capitalismo, o militarismo, sistemas sociais e políticos autoritários e todas as suas violências;
  • Não violência: eles defendem frequentemente o uso da violência contra seres humanos, seja em contextos de defesa animal, seja em momentos de opinião política não relacionada aos animais;
  • Empatia, alteridade, compaixão: eles negam as três para a maioria dos seres humanos, em seus acessos de machismo, racismo, homofobia, transfobia, xenofobia etc.;
  • Consciência ética como fundamento da ação moral humana: é muito comum faltarem com ética em suas relações humanas e expressões sócio-político-ideológicas;
  • Justiça: são frequentemente injustos e arbitrários contra aqueles que eles odeiam;
  • Ação política pela libertação animal: é comum negarem a ligação entre veganismo e política, confundindo-o como um estilo de vida individual e crendo que a libertação animal acontecerá pela simples massificação do veganismo;
  • Libertação animal e humana conjunta: frequentemente rejeitam a ideia da libertação humana, e manifestam crer que os animais não humanos podem ser libertados sem que se mude uma ordem social tão desigual e injusta;
  • Conscientização e educação: muitos anti-humanistas são misantropos, tratam não vegans com grosseria e hostilidade, se recusam a debater de maneira cordial e fazem pouco caso da necessidade de conscientizar os mais pobres para os Direitos Animais.

Essas posturas, como será abordado a seguir, podem inviabilizar o alcance do objetivo de abolir a exploração animal.

 

Como o veganismo anti-humanista pode inviabilizar o êxito da libertação animal

Matar desnecessariamente é injusto

Matar desnecessariamente é injusto. Não deixe seu ultraje pela injustiça acabar quando seu egoísmo começa.

Fica muito evidente que, se as atitudes do “veganismo” anti-humanista se difundirem entre os veganos, a sonhada libertação animal, como objetivo do veganismo, estará ameaçada de nunca acontecer.

Vários motivos nos levam a perceber isso:

  • Um veganismo que promove elitismo e aceita exclusão social nunca irá se massificar entre a maioria pobre da população mundial. Sempre será restrito às classes médias e altas e algumas poucas exceções de veganos pobres. E se a maioria da população permanece especista, a exploração animal se perpetua;
  • Sem respeito aos seus princípios éticos, o veganismo simplesmente não funciona. Uma convicção moral hierarquista, anti-igualitária, antipolítica, conservadora, autoritária, pró-violência e aceitadora da injustiça tem muito pouco, senão nada, a contribuir para o fortalecimento de uma bandeira que é o exato contrário de tudo isso;
  • Um “veganismo” sem ética vegana e sem ação política é nada mais do que um estilo de vida gourmet adotado por interesses particulares do indivíduo, em quase nada diferente de um estilo fitness ou new-age individualista;
  • Defender medidas autoritárias, violentas e desnecessariamente coercitivas para inibir a exploração animal tende a gerar efeitos colaterais muito graves, como endurecer a resistência antivegana dos afetados (leia aqui um exemplo) e empurrar o uso e abate dos animais para a clandestinidade;
  • Um veganismo que faz pouco caso da ética, exclui a maioria da população, aceita e apoia violência contra seres sencientes (humanos) e rejeita o ativismo político, tende a ser largamente rejeitado e, portanto, não tem nenhuma chance de acabar com o especismo. Pelo contrário, tem tudo para fortalecer os antiveganos e exploradores de animais e confirmar como “verdadeiros” seus argumentos.

É nessas horas que se faz altamente necessária a intervenção do veganismo interseccional, que vem questionar todos esses vícios do “veganismo” anti-humanista.

 

Considerações finais

Direitos Animais são Direitos Humanos

Direitos Animais são Direitos Humanos

É bastante evidente o quanto convicções anti-humanistas podem prejudicar o crescimento e êxito do veganismo no mundo. E é muito clara a necessidade de se rever atitudes contrárias aos princípios éticos veganos.

Portanto, se você reproduz uma das atitudes que este texto apontou, é hora de reavaliar essa postura. Tudo indica que ela está fazendo mais mal do que bem para os animais não humanos e os também sencientes humanos.

O crescimento do veganismo, para continuar, implica amadurecimento. Então esforcemo-nos todos para amadurecer a luta pela libertação animal, contra todos aqueles desvios éticos que prejudicam os seres sencientes e lhes negam a liberdade, a vida íntegra e outros direitos fundamentais.

 

Este artigo ajudou você a pensar melhor sobre a necessidade de os veganos seguirem devidamente os princípios éticos do seu modo de vida? O “veganismo” sem a ética vegana também incomoda você? Comente logo abaixo suas impressões.

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Robson Fernando de Souza
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Robson Fernando de Souza

Autor dos blogs Consciencia.blog.br e Veganagente e do livro Veganismo: as muitas razões para uma vida mais ética. Formado em Licenciatura em Ciências Sociais (UFPE, 2016) e Tecnologia em Gestão Ambiental (IFPE, 2008). Adora Sociologia, meio ambiente, Direitos Animais & Veganismo e autoajuda.
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8 Comments on “Veganismo sem a ética vegana: conheça o “veganismo anti-humanista” e o que ele defende

  1. OLHE, eu não sou a favor de agirem com violência contra quem mau trata animais e nem quero que as mulheres sejam violentadas e coisas deste tipo, mas acredito na lei do retorno de que o que se faz aqui se paga. Não vejo nada de mal de gostar de ver um toureiro morto por um touro que estava ali contra a sua vontade e recebeu várias espadas no seu corpo, ao contrário do toureiro. Sou a favor da educação e mobilização das pessoas, mas há atos tão covardes que eu desejo sinceramente que quem fez estes atos ou quem viu e não fez nada e nem disse uma palavra pague da pior forma possível. O que vc deseja para quem corta a perna de um animal só por prazer? Ou quem amarra o cão na linha do trem? Merecem compaixão, pena, amor? Merecem o meu ódio eterno e o meu desejo de vingança da Terra. Agora quem consome carne e afins, dentro deste regime capitalista terrível, onde a carne vem embalada, toda bonitinha, aí eles merecem saborear as comidas veganas, serem educados, avisados de como os animais chegam a mesa, se eles dão oportunidades e querem saber. Sinceramente, espero leis mais rígidas e punições exemplares, mas aqui se faz, aqui se paga.

  2. “Aplaudir e defender repressão militar de protestos de esquerda, golpes de Estado para derrubar governos progressistas, censura contra a esquerda, governos ditatoriais e outras violências autoritárias;”

    E defender censura e repressão contra a Direita e o Centro, pode?

    • Gostaria de saber quem, na esquerda, defende censura e repressão contra a direita e o centro.

      • O ditador da Coréia do Norte. Tanto a esquerda quanto a direita concentram recursos e dão para seus gestures. Apenas uma democracia com um povo esclarecido se torna algo do povo e para o povo. O resto é enganar o povo para viver do povo.
        Algo mais próximo de nós, tanto os petistas quanto os psdbistas luxaram no dinheiro público, os psdbistas com menos investimento em programas de distribuição de renda, mais desvios, menos escrutínio da mídia e condenações do judicíario

  3. Vamos para o “reductio ad hitlerium” o Sr. tb defenderia que o combate ao nazismo tivesse sido pacífico, com as forças armadas Aliadas panfletando com aviões as potências do Eixo, nada de atirar neles, afinal, quem sabe eles param de matar inocentes, pode levar décadas, mas desejar uma morte violenta para um nazista nos tornaria um nazista não é?
    A diferença da morte de um assassino e da morte de um assassinado, como na punição legal, é que a vítima nada pode fazer para evitar seu sofrimento. E se o assassino quisesse evitar a punição letal, ele poderia simplesmente se abster de assassinar alguém.

    • Ícaro, eu gostaria que você se atentasse ao tema do artigo – e, pelo menos, mostrasse o que o ditador da Coreia do Norte e o assassinato de nazistas na guerra têm a ver com o veganismo anti-humanista.

      • Robson, você pediu um exemplo de governo de esquerda opressor, por isso eu mostrei o da Coréia do Norte. E como citou Gary Yourofsky eu achei oportuno comparar com Nazistas, algo que Gary sempre faz, e que explica o ódio e os extremos do que ele usa em seu discurso. Afinal, para que o nazismo fosse derrotado os aliados tiveram que agir com violência. Que mesmo Einstein sendo pacifista, considerou justificada.

        Responda-me uma dúvida, você é especicista? Se um caçador mata 50 animais por ano, e morre em um acidente. Isso salvaria 50 animais em um ano, 500 em uma década. Robson, do seu ponto de vista, seria melhor que ele continuasse vivo mesmo que as chances dele virar um vegan sejam diminutive? Entende que Gary Yourofsky tem lógica, e que devido a atitudes horrendas dos humanos, o anti-humanismo pode ser justificada?
        Deixe eu resumir: Se o fim de uma vida humana poupa a de um animal, a troca não seria justa, já que nós como veganos damos valores iguais a ambas?

        • “Robson, você pediu um exemplo de governo de esquerda opressor, por isso eu mostrei o da Coréia do Norte.”

          O que eu perguntei, pelo contexto, foi quem são os esquerdistas do meio vegano que estão “perseguindo e censurando” pessoas de centro e de direita. Além disso, são poucos na esquerda contemporânea que admiram o regime da Coreia do Norte.

          “Se um caçador mata 50 animais por ano, e morre em um acidente. Isso salvaria 50 animais em um ano, 500 em uma década. Robson, do seu ponto de vista, seria melhor que ele continuasse vivo mesmo que as chances dele virar um vegan sejam diminutive? Entende que Gary Yourofsky tem lógica, e que devido a atitudes horrendas dos humanos, o anti-humanismo pode ser justificada?
          Deixe eu resumir: Se o fim de uma vida humana poupa a de um animal, a troca não seria justa, já que nós como veganos damos valores iguais a ambas?”

          Então você é utilitarista e aceita que, por exemplo, 50 animais sejam submetidos a uma experiência dolorosa que prove de uma vez por todas que sua espécie é senciente, pra que milhões de outros animais sejam salvos no futuro?

          Defende também que “bandido bom é bandido morto”, já que matar bandidos salvaria vidas de inocentes?

          E respondendo à pergunta: prefiro que o caçador mude de coração e passe pro nosso lado.

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